Quem dera pudéssemos também pedir coragem ao magnifico Mágico de OZ, quem dera pudéssemos espiar em outra dimensão como teria sido se tivéssemos dito tudo aquilo, em todas aquelas oportunidades, reforçado o sentimento, se humilhado um pouquinho, o que custa? Porque temos essa curiosidade? Queríamos saber se estávamos na melhor, na pior, na mesma? Não que estivesse ruim agora, não que se arrependa do agora, mas a mente coça. Como teria sido? Talvez, ele viveu feliz, com algumas oscilações, pois, não estamos de fato em um conto de fadas, então sim, ele pensaria nela, pensaria se ela se lembrava dele, pensaria que esses pensamentos são indevidos, pensaria em parar de pensar nisso, mas acabava pensando mais, pensando como teria sido.
Ele tinha tanto medo, pensava que tudo em seu tempo iria se acertar, mas se não acertasse, ficaria apenas no passado, como algo usado para inspiração para algumas canções e playslists idiotas. Fazia de acasos casos de pura coincidência, sorria e guardava na memória cada detalhe das longas mensagens trocadas na madrugada. Mas, acima de tudo ele achava que quando soasse o gongo, quando da ampulheta caísse o último grão de areia, cada um seguiria seu caminho (verdade) e todos os desejos reprimidos seriam removidos como uma lembrança boa, mas distante (nem tanto). Às vezes, algumas músicas ou ocasiões fazem com que tudo volte a sua mente como um bumerangue arremessado há tempos e lhe acerta em cheio, o estonteia e faz com que guarde ainda mais, reprima mais... “ Tente esquecer idiota, já faz tanto tempo”, “ Eu tento...” O coração sussurra de volta e tenta manter o ritmo, a calma e o foco.
Ele sabe que cuidou e cuidou bem, cuidou tanto e entregou nos braços de outros sem pelejar, sem lutar... Viu sua rosa tão bem regada passar para outras mãos que não fariam o mesmo, ele sabia, sempre soube, mas não pôde. O gongo já tinha soado e seu tempo acabado, seria lutar em vão, causar problemas ainda maiores, seria lutar por algo que não era mais seu e que nunca foi de verdade, a não ser na sua mente oca e cheia ao mesmo tempo, de sonhos e delírios de jovem que ainda não caiu na real.
Talvez seja isso mesmo, quase todos tenham que sofrer por um amor ao menos uma vez na vida, mesmo que um amor como diz... Platônico? Um amor que de tão platônico cause a falsa impressão de que é real, de que faz parte da gente e que quando você o “abandona” faz falta e machuca igualmente. Faz parte amar sozinho, faz parte sofrer, mas é essencial seguir em frente. Amar é ceder, ele cedeu as asas ao anjo e ele voou para onde achou melhor as abrigar. Talvez um dia queira voar de volta, talvez seja tarde de mais, talvez já seja tarde de mais, quando é tarde mais? Poxa, rosa, porque não fincou suas raízes por aqui, porque simplesmente quis ter suas pétalas espalhadas, eu ajuntaria, em outros tempos talvez, eu sempre fui tão confuso quando estávamos pertos, com você longe tudo se mistura mais, se complica, então, é isso? Fim? Fim ao que nem teve de fato um começo, fim aos pensamentos... Deixe-me seguir estou bem agora, estou bem aqui, escuto tuas asas baterem tão distantes, como canções de ninar, anunciando um final feliz, o nosso final feliz, para sempre separados.
Então sim, existe um final feliz. A felicidade é a aceitação, é fazer se feliz com o que passou com o que se passa e com o que está por vim, a felicidade plena não é vinda de coisas materiais e sim, do espÍrito. Sendo assim: E viveram felizes para sempre, eternamente separados (ou não). A questão é que coração não é gaiola, porque se fosse haveria muitos amores sufocados como passarinhos sem canto. O amor é livre, amar é dar asas, se voar não era seu, se ficar cuide, faça do coração um ninho e se aninhe também, como uma troca, como o verdadeiro amor.
Tell them all I know now
Shout it from the roof tops
Write it on the sky line
All we had is gone now
Tell them I was happy
And my heart is broken
All my scars are open
Tell them what I hoped would be
Impossible, impossible


